Um dia sonhei
ter um cavalo branco
que me levasse a galope pela planície fora,
sem relógio no pulso, sem mapa nem bússola,
porque o meu cavalo branco
saberia sempre o caminho de regresso.
Já vi tantos cavalos brancos
altos, esbeltos, elegantes,
vejo-os montados por outros
cavalgando devagar;
fixo-os no meu olhar
e recordo o meu sonho.
Vagueio no bambolear do seu trote,
imagino que o mais belo,
o mais aprimorado é meu;
sinto-me a elevar no seu dorso
e de cabelos ao vento e pés descalços
sigo sem destino e sem norte.
…mas sempre imaginando
que ele há-de saber
o caminho de regresso!
12.6.2008
Gina